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![]() ![]() ![]() Polícia Federal | Terra - Notícias | BR | Link Quarta-feira, 10 de março de 2010 DF: Câmara amplia prazo para deputada da bolsa se defender
A Comissão de Ética da Câmara Legislativa do Distrito Federal decidiu ampliar o prazo dado à deputada Eurides Brito (PMDB) para apresentar sua defesa no processo por quebra de decoro parlamentar. Em resposta a um questionamento feito pela parlamentar, os membros da comissão resolveram contar o prazo em dias úteis. Com isso, ela poderá apresentar sua defesa até o dia 14 de abril - inicialmente, o período terminava no dia 1º do mês que vem.
A deputada Eurides foi flagrada em um vídeo colocando na bolsa dinheiro supostamente oriundo de propina. Ela foi a única de três parlamentares que tiveram processo por quebra de decoro aprovado na comissão a não renunciar.
Eurides também havia questionado a escolha da petista Erika Kokay para a relatoria do seu caso, reclamando da falta de quorum no dia em que o sorteio ocorreu. No entanto, um parecer da procuradoria da Câmara não apontou problemas no processo de escolha da relatoria.
Erika estava ocupando interinamente a presidência da comissão, mas, nesta terça-feira, em reunião extraordinária, os integrantes elegeram o deputado Aguinaldo de Jesus (PRB) para o cargo.
Entenda o caso
O mensalão do DEM, cujos vídeos foram divulgados no final do ano passado, é resultado das investigações da operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. O esquema de desvio de recursos públicos envolvia empresas de tecnologia para o pagamento de propina a deputados da base aliada.
O governador José Roberto Arruda aparece em um dos vídeos recebendo maços de dinheiro. As imagens foram gravadas pelo ex-secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa, que, na condição de réu em 37 processos, denunciou o esquema por conta da delação premiada. Em pronunciamento oficial, Arruda afirmou que os recursos recebidos durante a campanha foram "regularmente registrados e contabilizados".
As investigações da Operação Caixa de Pandora apontam indícios de que Arruda, assessores, deputados e empresários podem ter cometido os crimes de formação de quadrilha, peculato, corrupção passiva e ativa, fraude em licitação, crime eleitoral e crime tributário. |
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